Estrategiando

Voltei das ferias😀 e vou começar em grande estilo, vou fazer uma seqüência de matérias sobre grandes estratégias que mudaram grandes batalhas, vou falar de casos onde estrategistas foram as principais armas na batalha e mudaram o jogo usando apenas a cabeça…

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O tópico desse post vai ser o elemento surpresa e comunicação, durante a guerra do golfo o Iraque de Saddan Russein tinha o quarto maior exército do planeta, com 63 divisões de elite armadas com o que havia de mais moderno na época, após a invasão do Kwait ele posicionou o grosso de suas forças na principal estrada que ligava os dois paises, esperando uma guerra de atrito direta, no dia 24 de fevereiro de 1991 a 1ª e a 2ª div. Do Corpo de Fuzileiros bateu de frente com essas unidades de elite tal qual esperava o ditador…

Porém a 390 km a oeste estava a verdadeira força de ataque, que flanqueando em uma investida direta o 18º Aerotransportado juntamente com o 7º corpo de Coalizão entraram em território iraquiano destruindo redes de comunicação e em um ataque destruidor em menos de 100 horas colocou o ditador na mesa de negociações e fora do Kwait

A estratégia envolveu um ataque “falso”, com a missão de distrair as forças inimigas, juntamente a um ataque surpresa no ponto chave, sem atrito desnecessário, Em poucas semanas as defesas aéreas iraquianas estavam destruídas, bem como grande parte das redes de comunicações, dos edifícios públicos, dos depósitos de armamento e das refinarias de petróleo…

O segundo fator de destaque foi a comunicação, as forças coligadas de 28 países estavam em campo,contando com 750.000 homens, atuando ao mesmo tempo em um plano de 4 fases, ataques diversos que atuavam simultaneamente e complementavam todo o cenário das ações subsequentes, uma dificuldade tanto para o planejamento logístico necessitando de uma perfeita administração das remessas de alimentos, equipamentos e tropas, através de terra, ar e mar, que chegou ao volume de 5.000 tropas movidas por dia, coordenados pelo general William “Gus” Pagonis, quanto para as ações de combate, onde tinha-se também que sincronizar toda a ação conjunta de tropas, blindados, e aeronaves de varias nacionalidades em missões precisas, dando um show de comunicação, com momentos onde até 5 ataques diferentes estavam sendo coordenados em 5 idiomas diferentes, sob o comando do general Herbert Norman Schwarzkopf, nenhuma comunicação foi interceptada nenhum incidente grave registrado…

Esse exemplo pode e deve ser seguido, é necessário coordenar o time com eficiência de comunicação ordens claras e fáceis de se entender, mas que não possam ser interceptadas, mesmo que o time adversário seja mais forte e mais bem equipado, pode ser vencido com estratégias aliadas não a ataques diretos mas sim a ataques inteligentes, mirando alvos estratégicos, evitando atrito desnecessário.

Espero ter ajudado, bons jogos e fair play😀

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Eu corro como um pato loco

5 responses to “Estrategiando”

  1. Amigo says :

    Só tem um erro no seu comentário: quem coordena uma ação dessa magnitude é um Oficial-General devidamente assessorado por um Estado-Maior conjunto.

    Esse EM visa exatamente orientar as ações dos Operações.

    A Inteligência NÃO coordena operações. Nunca coordenou.

    Recomendo que você leia “A Inteligência na guerra”, do historiador John Keegan.

    Abraços e muita tinta!

    • morcegoespideiro says :

      Concordo com você amigo – é o EM que coordena os ataques – acredito que o Artista apenas se confundiu ao escrever o artigo – pois esse EM recebia as informações necessárias da central de inteligência para tomar as suas decisões.

      Mas que a comunicação foi SHOW a isso foi.

    • Artista says :

      Realmente ficou estranho, tentei simplificar pra não estender muito o post… na verdade a ideia era dizer que a galera do cerebro tinha que mover varios braços ao mesmo tempo, mas ficou parecendo que estou falando da CIA kkkk… valeu pelo toque, acho que ficou melhor agora, e nem tive que aumentar muito o texo hohoho😀

  2. morcegoespideiro says :

    Básico da arte da guerra – fingir um ataque onde se é esperado para flanquear o inimigo no seus pontos vitais (comunicação, comida, munição, etc.)

    Belo post Tenente

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